segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dom Dimas Lara Barbosa expressa posição inegociável da CNBB frente o tema do aborto e as eleições

Mesmo estando super atarefada com os trabalhos do gabinete, não poderia deixar de publicar essa importante nota da CNBB no Blog:

O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de sexta-feira, 20, na página A7, trouxe uma nota afirmando que o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”. A citação, fora de seu contexto, leva o leitor a interpretações que não correspondem em absoluto à posição do secretário geral em relação a este tema.
Diante disso, o secretário solicitou uma retificação por parte do jornal que foi publicada na edição deste sábado, 21, na página 2, coluna Fórum dos Leitores.

Publicamos abaixo a íntegra do texto:

Prezado Senhor Diretor de Redação,

Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto.
Gostaria de expressar, mais uma vez, a posição inegociável da CNBB, que é a mesma do Magistério da Igreja Católica, de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade. Isso, evidentemente, não significa que o peso da culpa deva recair sobre a gestante. Também ela é, na maioria das vezes, uma grande vítima dessa violência, e precisa de acompanhamento médico, psicológico e espiritual. Aliás, esses cuidados deveriam vir antes de uma decisão tão dramática.
Os católicos jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito. Aqui, vale plenamente o direito à objeção de consciência e, até, se for o caso, de desobediência civil.
O contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que eu fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais. No caso da eleição de vereadores e deputados (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público. No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger? É uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário. Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria... São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação. Por isso, o exercício da cidadania não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos. A iniciativa da Ficha Limpa mostrou claramente que, mesmo num Congresso com tantas vozes contrárias, a força da união do povo muda o rumo das votações.
Que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe.

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Educação...

Conheça o ranking das notas do IDEB de nossa região:


Nota do Blog: Para refletirmos a posição de nosso município no ranking do IDEB 2009, deixo aqui a redação da estudante Clarice Z. Vianna Silva, da UFRJ, que venceu o concurso de redação da Unesco.

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva



'PÁTRIA MADRASTA VIL'


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?



A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Impotência Política

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir" (Sêneca)


Ontem o dia não foi dos melhores, mas quando coloquei minha cabeça sobre o travesseiro, refleti sobre os acontecimentos e lembrei-me logo de um artigo do curso de Adm Pública, que fiz no ano passado pelo Senado, que também foi publicado no Blog Rascunhos Compartilhados, do artigo de Jo Freeman, “A Tirania das Organizações Sem Estrutura” (1970), que alertava que os agentes com dogmas anti-hierárquicos acabavam legitimando e encobrindo um outro tipo de hierarquia, “as panelas”, sem a clareza das hierarquias bem definidas em organogramas verticais ou camadas de relevância. Mesmo em empreendimentos mais anárquicos, como nas ONGs ou grupos de voluntários, autoridades surgiriam a partir de fatores como a consistência das contribuições e/ou o grau de envolvimento [meritocracia].

Abaixo um trecho de “A Tirania das Organizações Sem Estrutura”:

Impotência política

“...Quando um grupo não tem uma tarefa específica (e a conscientização é uma tarefa), as pessoas voltam suas energias para o controle de outras pessoas do grupo. Isto não é feito tanto por um desejo maligno de manipular os outros, quanto pela falta de alguma coisa melhor para fazer com seus talentos. Disputas internas e jogos de poder pessoais tomam conta do dia. Quando um grupo está envolvido numa tarefa, as pessoas aprendem a conviver com os outros como são e a desprezar antipatias em benefício de objetivos maiores. Há limites colocados à compulsão de moldar cada pessoa à concepção que se tem do que deve ser.
O fim da conscientização deixa as pessoas sem direção e a falta de estrutura as deixa sem meios de chegar lá...”

E para reflexão:

O que é Hierarquia?
Por Carlos Nepomuceno

“Organização social em que se estabelecem relações de subordinação e graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades”
No mundo 2.0, estamos precisando de oxigênio e dinamismo.
Assim, a nova hierarquia estará mais baseada no mérito, do que nas funções, pois o que interessa é quem pode naquele momento ajudar a resolver dado problema, independente qualquer cargo.
Não estamos no mundo sem responsabilidades, mas de um novo tipo de responsabilidade, mais compartilhada, para se ganhar dinamismo e, portanto, inovação.
O ser humano tem uma capacidade limitada de receber informações e agir.
Portanto, precisa priorizar.
E para priorizar necessita basicamente de filtrar e criar prioridades.
De funções, tempo e de atividades.
Qualquer mundo que nós entremos será regido por essa limitação.
E será estabelecida algum tipo de hierarquia mais ou menos flexível.
Algumas coisas e pessoas terão mais relevância que outras, pois não podemos dar atenção a tudo!

A não ser que inventem outro ser humano.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

14º Encontro de Casais com Cristo

É com alegria que estaremos novamente trabalhando no Encontro de Casais com Cristo da Paróquia São José. Esse será o 14º encontro de nossa cidade, que acontece nos dias 23,24 e 25 de julho.

O que é o Encontro de Casais com Cristo (ECC)?

É um serviço da Igreja, em favor da evangelização das famílias. O ECC procura construir o Reino de Deus, aqui e agora, a partir da família, da comunidade paroquial, mostrando pistas para que os casais se reencontrem com eles mesmos, com os filhos, com a comunidade e, principalmente, com Cristo. Para isto, busca compreender o que é "ser Igreja hoje" e de seu compromisso com a dignidade da pessoa humana e com a Justiça Social.

A evangelização do matrimônio e da família é missão de toda a Igreja, em que todos os fiéis devem cooperar segundo as próprias condições e vocação. Deve partir do conceito exato de matrimônio e de família, à Luz da Revelação, segundo o Magistério da Igreja (Orientações pastorais sobre o matrimônio – CNBB Doc. Nº 12) (DN-pág. 13)

O ECC acontece anualmente em nossa Paróquia, sempre na última semana de julho.
Para participar entre em contato com a secretaria da Paróquia S. José, e preecha sua ficha.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um dos cara que admiro...

Nobel da Paz Desmond Tutu se retira da vida pública

Religioso e um dos líderes contra o Apartheid na África do Sul diz que quer "tempo para as coisas que sempre quis fazer"

O Nobel da Paz e arcebispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, o sul-africano Desmond Tutu, anunciou nesta quinta-feira que deixará a vida pública no dia 7 de outubro, quando completará 79 anos.

"Chegou o momento de ir mais devagar e de tomar chá de rooibos (bebida típica da África meridional) com minha mulher", disse Tutu em entrevista coletiva, com seu habitual sorriso e sem deixar de fazer brincadeiras com os jornalistas. "Creio que fiz tudo que podia fazer e preciso realmente de tempo para todas as coisas que sempre quis fazer", declarou.

Desmond Tutu liderou, ao lado de Nelson Mandela, a luta contra o Apartheid na África do Sul
A partir da próxima primavera na África do Sul, Tutu, que dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos e durante muitos anos foi um dos ícones da luta contra o Apartheid, afirmou que poderá "ver partidas de críquete, rugby, futebol e tênis" com maior tranquilidade.
"Viajarei para ver meus filhos e meus netos, ao invés de ir a conferências e a centros universitários", disse Tutu, que interrompeu em várias ocasiões a entrevista para rir de suas próprias palavras e das perguntas dos jornalistas.
A partir de agora, Tutu não atenderá mais a pedidos de entrevistas. "Como disse Madiba (Nelson Mandela) quando se retirou da vida pública (em 2001): 'Não me chamem, eu lhes chamarei", explicou.
Tutu afirmou que apenas continuará trabalhando com o Grupo dos Sábio ("The Elders"), que reúne ex-dirigentes e prêmios Nobel da Paz como o ex-presidente americano Jimmy Carter ou o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
O líder religioso recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1984 antes de ocupar o Arcebispado anglicano da Cidade do Cabo, à frente do qual esteve entre 1986 e 1996.
No meio deste período, a África do Sul saiu do Apartheid para se transformar em um Estado democrático. O processo contou ainda com a eleição de Mandela como primeiro presidente negro do país, em 1994. No novo regime, Tutu liderou a Comissão da Verdade e Reconciliação sul-africana.

Fonte: iG São Paulo

Sociedade, sua raça louca!

A música "Society" é significativa para mim: a felicidade está na simplicidade e não no que o dinheiro pode comprar... Ela faz parte do repertório do filme "Na Natureza Selvagem".
Fica aí a reflexão...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo - Como definir um amigo?

Como definir um amigo? Segundo o Dicionário Aurélio, amigo é aquele ligado a outro por laços de amizade. Em que há amizade. Amizade, portanto, é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual.
Quem é ou tem um amigo, sabe que a amizade vai muito além da definição de um dicionário. No decorrer da vida, nós desfrutamos da companhia de diferentes tipos de amigos: Os amigos de nossa infância, dos quais nós podemos lembrar vagamente. Os amigos da escola. O 'melhor' amigo da adolescência. Colegas que encontramos no serviço, e se tornam grandes amigos. Amigos com os quais compartilhamos bons momentos, companheiros de farra...
Mas, de todos ainda existem relações de amizades eternas, que nem mesmo a distância ou a falta de tempo, nos limitam a preservar, por muito tempo ou por consistência, esse sentimento.
Portanto, hoje, em comemoração ao Dia da Amizade, celebre a data com o amigo por perto ou de longe... faça um contato, por mais breve que seja, e reacenda os laços que os unem de amizade, de respeito. Para que ele saiba e sinta o quanto você o considera.
E para os meus eternos amigos deixo um recado, a belíssima frase do poeta Vinícius de Moraes:
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

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